quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

sábado, 28 de novembro de 2009

ESPINHA BÍFIDA


É uma malformação congênita localizada na coluna vertebral. Este defeito ocorre nas primeiras semanas de gravidez quando o tubo neural do embrião, estão em formação, não se fecha corretamente. Por isso, é chamada de espinha bífida que quer dizer espinha dividida.

Existem três tipos principais de espinha bífida: Oculta, Meningocele e Mielomeningocele.

As causas que levam à formação da espinha bífida em geral, e da mielomeningocele em particular, ainda não estão totalmente esclarecidas. Na sua origem coexistem fatores genéticos e fatores ligados ao ambiente. O grau de influência de cada um ainda não foi bem estabelecido, mas é sabido que a mielomeningocele com maior freqüência em grupos sociais menos favorecidos e com carência alimentar. Sabe-se também que a exposição materna a determinados medicamentos como a carbamazepina e o ácido valpróico pode induzir a formação do defeito. Sabe-se também que o ácido fólico, uma vitamina do Complexo B, exerce um efeito protetor sobre o sistema nervoso em formação, reduzindo significativamente a incidência de defeitos do tubo neural quando administrado a mulheres em idade fértil antes da concepção.

A clínica desta afecção varia desde ligeira a intensa consoante a gravidade da situação em si própria. Assim, temos que no caso mais grave, ou seja, no mielomeningocelo, a criança pode apresentar fraqueza muscular ou mesmo paralisia abaixo do nível do não encerramento completo da coluna, em virtude de haver atingimento dos nervos que saem, abaixo desse nível, da espinal medula para o resto do corpo. Para além disto é, também, comum a perda de sensibilidade e a incapacidade de controlar os esfíncteres anal e/ou vesical. A somar a tudo isto, temos, ainda, que o líquido cefalorraquídeo (líquido que envolve o cérebro e a medula) pode acumular-se no cérebro originando uma condição conhecida como hidrocéfalo, que se não tratada pode levar a lesões cerebrais, com cegueira e convulsões.

ANOREXIA ALCOÓLICA

A anorexia alcoólica, também conhecida como drunkorexia, é a perda de apetite provocada pelo consumo exagerado de bebidas alcoólicas, o que gera problemas no aparelho digestivo e carência nutricional. Esta não é uma doença propriamente dita, mas um sintoma do alcoolismo, e tem como tratamento o mesmo que seria dado a qualquer outro alcoólatra.

Drunkorexia ou anorexia alcoólica é um termo criado nos EUA para definir uma doença que mistura transtornos alimentares e alcoolismo. Ainda não possui um termo médico oficial, e por isso não está presente nas classificações e manuais de doenças.

É muito comum entre jovens e adultos de idade entre 20 e 40 anos, que ingerem bebidas alcoólicas no lugar da refeição. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), o alcoolismo atinge cerca de 12% da população feminina mundial.

As conseqüências desta doença resumem-se a distúrbios nutricionais importantes com alterações orgânicas como arritmias, convulsões, doenças neurológicas, anemia, distúrbios menstruais, alterações da tireóide e endócrina. Portanto, além da perda de apetite, complicações como esofagite, gastrite hemorrágica, hepatite alcoólica e diabetes secundária podem ocorrer.

Há controvérsias quanto ao termo usado para designar o distúrbio, pois não se trata de uma anorexia de fato, em que o doente se preocupa com o corpo, mas de uma deficiência metabólica conseqüente de um estágio avançado de dependência.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

DOENÇA DE KENNEDY


A doença de Kennedy, também conhecida como SBMA - atrofia muscular espinhal bulbar, deve seu nome ao Dr. William R Kennedy, um dos primeiros pesquisadores a diferenciar e investigar a doença. É uma rara doença de adulto que causa fraqueza dos membros e dos músculos utilizados para falar e para engolir. Seus primeiros sintomas ocorrem entre a terceira e quinta década de vida de homens. Ela progride lentamente e não existe cura; é uma doença hereditária causada por um gene no cromossomo X. Enquanto ambos homens e mulheres podem possuir o gene, as mulheres são somente portadoras (elas não tem os sintomas da doença). O mecanismo da doença é devido a uma repetição da expansão dos trinucleotídeos CAG em gene receptor masculino no cromossomo X. Pode ser diagnosticado com um teste de DNA.

A doença de Kennedy tem gerado uma grande quantidade de pesquisas e interesse recentemente. Vários outras doenças tem recentemente sido relatadas com expansão de trinucleotídeos.
Retirado: http://www.bengalalegal.com/distrofias.php#kennedy

ATROFIA ESPINHAL PROGRESSIVA

A atrofia espinhal progressiva causa fraqueza muscular dos músculos dos ombros, parte superior dos braços e da bacia e parte superior das coxas. Essa fraqueza muscular é progressiva e simétrica, pode iniciar logo após o nascimento, durante a infância, na adolescência ou no início da idade adulta.

Essa doença é causada por mutações no gene chamado de SMN1 (SMN1 é sigla de Survival Motor Neuron 1). A análise molecular do gene SMN1, oferecida pelo Centro de Estudos do Genoma Humano, tem se mostrado extremamente importante para confirmação do diagnóstico clínico e para diferenciar a atrofia espinhal progressiva de outras anomalias musculares, sem necessidade de exames mais invasivos ou traumáticos, como a biópsia muscular ou a eletromiografia.

DISTROFIA MUSCULAR DO TIPO CINTURAS - DMC

Hoje já se sabe que a Distrofia Muscular do tipo Cinturas não é uma única doença, mas que sob esta denominação está um grupo de distrofias que podem afetar indivíduos de ambos os sexos, e que podem se manifestar na infância, na adolescência ou na idade adulta.

A DMC atinge os músculos da cintura escapular (região dos ombros e dos braços) e da cintura pélvica (região dos quadris e coxas), levando a uma fraqueza muscular progressiva. Em geral, a fraqueza tem início nos músculos das pernas e o paciente pode passar vários anos antes de apresentar fraqueza nos braços. Os pacientes de DMC apresentam dificuldades para erguer objetos, subir escadas, e levantar-se de cadeiras.

Entre os casos de DMC, existem 10% que obedecem a um padrão de herança autossômico dominante, mas 90% dos casos obedecem a um mecanismo de herança denominado autossômico recessivo. Neste caso, para que a doença se manifeste, é necessário que o paciente receba dois genes defeituosos, um proveniente de seu pai, e outro de sua mãe.
Retirado http://www.bengalalegal.com/distrofias.php#cinturas.

DISTROFIA MUSCULAR DE BECKER

É um distúrbio hereditário caracterizado por fraqueza muscular e progressiva das pernas e da pelve.

A distrofia muscular de Becker é muito semelhante à distrofia muscular de Duchenne, exceto pelo fato de progredir mais lentamente. Trata-se de um distúrbio hereditário com um padrão de herança recessiva ligado ao X - o gene está localizado no cromossoma X. Os homens desenvolverão sintomas se as mulheres transmitirem o gene do distúrbio, pois estas são portadoras desse gene.

Observa-se fraqueza muscular progressiva dos músculos das pernas e da pelve associada à perda de massa muscular (emaciação). Essa fraqueza também atinge os braços, o pescoço e outras áreas, mas não de forma tão intensa como ocorre na metade inferior do corpo. Os músculos das panturrilhas inicialmente aumentam de tamanho (como uma tentativa do corpo para compensar a perda de força muscular) e o tecido dos músculos aumentados é, eventualmente, substituído por gordura e por tecido conjuntivo (pseudo-hipertrofia). As contraturas musculares ocorrem nas pernas e nos calcanhares, provocando uma falta de habilidade para utilizar os músculos, por causa do encurtamento das fibras musculares e da fibrose do tecido conjuntivo. O desenvolvimento dos ossos é anormal, provocando deformidades do esqueleto do tórax e de outras áreas. A cardiomiopatia ocorre em quase todos os casos e o distúrbio também pode vir acompanhado de retardo mental, que não é inevitável e não piora no curso da doença. A causa deste enfraquecimento é desconhecida.
Retirado: http://adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/ency/article/000706.htm

DORT


Doenças Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) são um grupo de lesões que constituem doença ocupacional. Se caracteriza por sintomas dolorosos que acometem tendões, músculos, nervos, ligamentos e outras estruturas responsáveis pelos movimentos dos membros superiores, costas, região do pescoço, ombros e membros inferiores. Portanto, D.O.R.T é a sigla que define as lesões especialmente vinculadas ao trabalho.

A partir de 1980, as DORT tornaram-se as mais freqüentes causas de afastamento do trabalho no mundo.

Esse conjunto de doenças atinge as pessoas que desenvolvem atividades que requerem movimentos repetitivos dentro do trabalho. Outros fatores que contribuem para o aparecimento de DORT são:

• Mesas, cadeiras, máquinas, bancadas e equipamentos em desacordo com a estrutura do corpo humano ou que induzem a má postura;

• Maus hábitos posturais, que, mantidos por tempo prolongado, frequentemente resultam em anormalidades permanentes de postura;

• Falta de organização do trabalho, ausência de pausas para descanso, excesso de horas extras, inexistência de rodízio de tarefas e busca desenfreada por elevação da produtividade.

Apesar de se tratar de um problema ocupacional bastante sério, as D.O.R.T são doenças benignas e totalmente curáveis, quando diagnosticadas precocemente e tratadas rapidamente. Quanto mais cedo as DORT forem diagnosticadas e tratadas, maiores as chances de sucesso do tratamento.
RETIRADO: http://www.wgate.com.br/fisioweb/noticia/noticia_051205.htm

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

SÍNDROME DE REITER

Síndrome de Reiter, conhecida como artrite reativa, é uma doença que afeta as articulações provocando artrite assimétrica, isto é inflamação com aumento das articulações, principalmente nos membros inferiores (pernas).

Pode ser acompanhada de inflamação dos olhos (conjuntivite ou uveíte), inflamação da uretra (uretrite) ou do cérvix (cervicite), inflamação do intestino com diarreia aguda e acometimento da pele e mucosas (da boca e genitais).

A doença aparece em pessoas que são predispostas geneticamente. Entre 60 e 90% das pessoas com síndrome de Reiter apresentam o HLA B27 positivo que é um antígeno de histocompatibilidade humano presente nos cromossomas, que contêm o nosso material genético.

Em geral, a doença manifesta-se por inflamação das juntas (artrite) que aparece com maior frequência nos membros inferiores (joelhos, tornozelos e articulações sacro-ilíacas).


Pode, também, aparecer nas grandes articulações dos membros superiores como cotovelos, ombros e punhos. As artrites são na maioria das vezes monoarticular ou oligoarticular (até 4 articulações) e assimétricas, ou seja, que não acomete os dois lados do corpo ao mesmo tempo.

É comum a ocorrência de entesite, que é a inflamação da inserção dos tendões nos ossos, principalmente no tendão de Aquiles e fascia plantar (calcanhar).

SÍNDROME DE TOURETTE

A síndrome de Tourette é um distúrbio no qual tiques motores e vocais ocorrem freqüentemente ao longo do dia e duram pelo menos um ano. Freqüentemente, a síndrome de Tourette se inicia na infância, com tiques simples (espasmos musculares repetidos, involuntários e sem finalidade aparente) e evolui para episódios de movimentos complexos, incluindo tiques vocais e respiração espástica abrupta. Inicialmente, os tiques vocais podem ter a forma de grunhidos ou da emissão de um som similar a um latido, evoluindo rapidamente para a episódios compulsivos e involuntários de praguejamento.

A síndrome de Tourette é um distúrbio hereditário que apresenta uma prevalência três vezes maior nos homens que nas mulheres. A causa precisa não é conhecida, mas acreditase que se trate de uma anormalidade da dopamina ou de outros neurotransmissores cerebrais (substâncias utilizadas pelas células nervosas para comunicação).


Os tiques da síndrome de Tourette são mais complexos do que o simples piscar de olhos. Uma criança com síndrome de Tourette pode mover repetidamente a cabeça de um lado para outro, piscar os olhos, abrir a boca e estender o pescoço. Os tiques mais complexos incluem os socos e chutes, a emissão de grunhidos e zumbidos e a respiração ruidosa.

CORÉIA E ATETOSE

A coréia consiste em movimentos involuntários, breves, espasmóticos, como movimentos de dança, que começam em uma parte do corpo e passam a outra de forma brusca e inesperada e, freqüentemente, de modo contínuo. A atetose é o fluxo contínuo de movimentos lentos, sinuosos, de contorção, geralmente nas mãos e nos pés. A coréia e a atetose podem ocorrer simultaneamente (coreoatetose).

A coréia e a atetose não são doenças e sim sintomas que podem ser decorrentes de várias doenças muito distintas. Os indivíduos com coréia e atetose apresentam anormalidades nos gânglios basais do cérebro. A função dos gânglios basais é suavizar os movimentos grosseiros, que são iniciados por comandos provenientes do cérebro. Na maioria das formas de coréia, um excesso do neurotransmissor dopamina nos gânglios basais altera a sua função de ajuste fino. Os medicamentos e as doenças que alteram os níveis de dopamina ou a capacidade do cérebro de reconhecer a dopamina podem piorar a coréia. A doença que mais freqüentemente causa a coréia e a atetose é a doença de Huntington, mas trata-se de uma doença bem rara, afetando menos de 1 em cada 10.000 indivíduos. A doença de Sydenham (também chamada dança de São Vito ou coréia de Sydenham) é uma complicação de uma infecção infantil causada por certos estreptococos e pode durar vários meses. Algumas vezes, a coréia ocorre em indivíduos idosos sem qualquer razão aparente e afeta principalmente os músculos da boca e periorais. As mulheres também podem ser afetadas nos primeiros 3 meses de gestação, mas a coréia desaparece sem tratamento imediatamente após o parto.

CISTICERCOSE

A cisticercose é causada pela ingestão acidental dos ovos da Taenia solium: platelminto que tem, como hospedeiros intermediários, os suínos. Indivíduos com teníase, por possuírem em seu organismo a forma adulta da tênia, liberam ovos destes animais, juntamente com suas fezes, podendo contaminar a água ou mesmo alimentos ou mãos. Assim, ao se ingerir os ovos da T. solium, este parasita se encaminha do trato digestório à corrente sanguínea, e se aloja em órgãos como cérebro, olhos, coluna ou músculos.

A gravidade da doença depende muito da região infestada. Um cisticerco localizado no cérebro, por exemplo, pode causar dores de cabeça, convulsões, confusão mental e até morte sendo, obviamente, o caso clínico mais grave. Alojada na coluna e região muscular, causa dor e dificuldades de locomoção e na região ocular, distúrbios visuais e até cegueira.

O período de incubação da doença varia entre 15 dias a anos após a infecção, podendo também, nunca se manifestar. O tratamento varia de acordo com a localização dos cisticercos, período de contaminação e estado de saúde do paciente.

PARAPARÉSIA ESPÁSTICA TROPICAL


A paraparésia espástica tropical é uma infecção viral, lentamente progressiva, da espinhal medula que causa debilidade nas pernas. A infecção é causada pelo tipo I do vírus da leucemia de células T humana (HTLV-I). Este, um retrovírus, também pode causar um tipo de leucemia. A paraparésia espástica tropical pode transmitir-se por contacto sexual ou então pelo uso de agulhas contaminadas; também pode ocorrer de mãe para filho através da placenta ou pelo leite materno.

Os sintomas podem começar anos depois da infecção inicial. Na sua resposta à infecção pelo HTLV-I, o sistema imunitário lesa ocasionalmente o tecido nervoso, causando os sintomas. A debilidade e a rigidez muscular em ambas as pernas começa gradualmente e piora lentamente. É provável a perda parcial da sensibilidade nos pés.
Apesar de não existir cura para este processo, as pessoas tratadas com corticosteróides, que podem inibir a resposta imune, experimentam uma melhoria considerável. A plasmaférese também tem produzido melhorias temporárias.

OSTEOCONDROMATOSE SINOVIAL


A osteocondromatose sinovial, também designada condromatose sinovial, é uma proliferação monoarticular benigna da sinovial das articulações, bolsas ou tendões, com metaplasia cartilagínea. A proliferação do líquido sinovial produz pequenos nódulos que se desintegram e migram para a cavidade articular. Na cavidade articular, a metaplasia transforma os nódulos em corpos cartilagínosos que cerscem e sofrem necrose central. A porção necrótica calcifica-se e, eventualmente, ossifica em vários graus. Grandes articulações, tais como joelho, anca, cotovelo e ombro são as mais afetadas; no entanto, a doença pode envolver também outras articulações. Na realidade, qualquer superfície sinovial, incluindo as bolsas extra-articulares, pode ser afetada.

À medida que a doença progride, a articulação torna-se dolorosamente distendida, com vários corpos cartilaginosos, que podem rondar as centenas e podem resultar em sintomas mecânicos, tais como restrição de movimentos com eventual destruição da articulação e osteoartrite secundária.

SÍNDROME DAS PERNAS INQUIETAS


A Síndrome das Pernas Inquietas (SPI) é uma desordem neurológica, sensório-motora, caracte­rizada por sensação de desconforto nas pernas, normalmente associada com uma necessidade ir­resistível de movimentar as pernas, principalmen­te próximo da hora de dormir ou em repouso. O portador de SPI pode experimentar alívio total ou parcial no desconforto mediante a movimentação das pernas, esta sensação tende a aparecer ou se agravar durante a noite.

Os portadores de SPI descrevem as sensa­ções em suas pernas de maneiras diferentes, com destaque para termos como sensações de agulha­das, prurido interno, irritação, inquietude, sen­sações estas que melhoram com uma atividade motora intensa, com movimentos vigorosos das pernas em flexão, extensão ou cruzamento.

domingo, 4 de outubro de 2009

Dispneia


Dispnéia ou falta de ar é o termo usado para designar a sensação de dificuldade para respirar, experimentada por pacientes acometidos por diversas doenças e, até , indivíduos sadios , em condições de exercício físico intenso. É um sintoma muito comum na prática médica, sendo particularmente referida por indivíduos com doenças dos aparelhos respiratório e cardiovascular. Esse sintoma é o principal fator limitante da qualidade de vida relacionada à saúde de pacientes crônicos. Apesar de sua importância, os mecanismos envolvidos com seu surgimento ainda não são completamente conhecidos.
Causas:
-Doenças pleuro-pulmonares:
Várias doenças da pleura e dos pulmões poderão causar dispnéia . Exemplos : derrame pleural , infecções pulmonares , asma brônquica , bronquite crônica , enfisema pulmonar , fibrose intersticial pulmonar , tromboembolismo pulmonar ( embolia pulmonar ) , câncer de pulmão , entre outras.
-Doenças cardíacas:
A maioria das doenças cardíacas , causando um quadro de insuficiência cardíaca , poderão cursar com dispnéia. Exemplos: doença arterial coronariana crônica ( cardiopatia isquêmica crônica ) e aguda ( angina instável e infarto do miocárdio ) , doenças das válvulas cardíacas , hipertensão arterial ( cardiopatia hipertensiva ) , doenças do músculo cardíaco ( miocardites e miocardiopatias ), arritmias cardíacas , doenças do pericárdio ( derrame pericárdico , tamponamento cardíaco e pericardite constritiva crônica ) , cardiopatias congênitas , entre outras.
-Outras:
Descondicionamento físico , anemia , obesidade , gravidez , ansiedade , hipotireoidismo , entre outras.
Tipos de dispnéia:
- Dispnéia aos esforços :
É o nome dado ao surgimento ou agravamento da sensação de dispnéia por atividades físicas. É uma queixa bastante comum e inespecífica entre portadores de doenças pulmponares e cardíacas.

A base para o diagnóstico correta da causa da dispnéia , é o exame clinico ( história clínica e exame físico ). Vários exames complementares podem ser solicitados para a investigação , como : exames de sangue ( ex: peptídeo cerebral natriurético ou BNP e a gasometria arterial ) , radiografia do tórax , prova de função pulmonar , eletrocardiograma , ecocardiograma , tomografia de tórax e outros.

Hemoptise


Hemoptise é o sangramento proveniente das vias aéreas inferiores. A tosse com eliminação de
sangue ou de secreção pulmonar com sangue é a forma mais comum de apresentação da
hemoptise. O sangramento proveniente da via aérea superior ou o sangramento das vias
digestivas podem ser confundidos, algumas vezes, com hemoptise e podem ser rotulados de
pseudo-hemoptise
O pulmão possui duas circulações:
• circulação arterial sistêmica: de alta pressão, proveniente das artérias brônquicas, que são
tipicamente originárias da aorta e mais raramente das intercostais;
• circulação arterial pulmonar: de baixa pressão, proveniente das artérias pulmonares.
A circulação pulmonar recebe virtualmente todo o débito cardíaco, enquanto a brônquica apenas
uma porção deste. Apesar do menor volume de sangue circulante, a circulação brônquica é a fonte
mais comum de hemoptise, sobretudo das hemoptises maciças, em parte pelo regime de maior
pressão a que está submetida, em parte por ser responsável pela circulação nas vias aéreas,
ponto comum de sangramento.



As principais causas da hemoptise são: bronquite crônica exacerbada
• bronquite aguda, bronquiectasias, tuberculose, micobacteriose, pneumonia, abscesso pulmonar, micetoma, leptospirose, fibrose cística.

Alcoolismo


O alcoolismo é uma doença crônica que consiste no consumo compulsivo de álcool, fazendo com que o individuo se torne cada vez mais tolerante a ele, tendo crises de abstinência quando não o tem. Esta se caracteriza por meios de tremores, irritabilidade, náusea, ansiedade, taquicardia e pupilas dilatadas.

Não se sabe precisamente sobre a relação entre o alcoolismo e a hereditariedade, entretanto é de conhecimento que esta existe: um individuo tem quatro vezes mais chances de ter problemas alcoolicos se seus pais também tem este problema.

O alcoolismo não de dá de forma imediata. Geralmente se torna um habito, tomando um papel de destaque na vida do sujeito. Embriaguez, alterações drásticas de humor e, após o evento, "ressaca moral" vão se tornando cada vez mais frequentes: casos sucessivos de abuso do álcool.

Beber pela manhã com frequência, tentar sem sucesso para de beber por um semana ou mais, sentir ressentimento das pessoas que tentam aconselhar a esta temática, problemas no lar por causa da bebida, não se lembrar de certos momentos que ocorreram em quanto fazia o uso do álcool dentre alguns outros sintomas, podem indicar o alcoolismo em potencial ou propriamente dito.

Em nosso país, cerca de 15% sofre deste mal que pode, em longo prazo, causar doenças como câncer de boca, língua, fígado e outras regiões do sistema digestorio, danos cerebrais irreversiveis, problemas no sistema cardíaco, malformações, em caso de alcoolicas gestantes, e diminuição de produtividade no trabalho.

O diagnóstico para alcoolismo consiste em entrevistas com o individuo e pessoas próxima, além de exame físico. De acordo com o grau de dependência e estado de saúde em que se encontra, o tratamento é indicado. Como na maioria dos casos a pessoa não reconhece a sua doença, a internação, é geralmente, necessária. Psicoterapia é sempre indicada, a fim de evitar recaídas e tratar a dependência psicológica ou motivos que levaram a pessoa a fazer o uso abusivo do álcool, como fatores existenciais.

Aspectos Gerais do Câncer


O termo câncer procede de uma comparação entre a morfologia de um caranguejo, cuja as patas articuladas deste crustáceo manifestam aparência com as projecções tutorais, penetrando em diversos tecidos do corpo. A essa capacidade disseminadora de forma imperceptível ao sistema de defesa do organismo, caracteriza o estado de metástase.


Sendo a origem de um processo tumoral associada à multiplicação anómalas das células em discordancia a qualquer controle orgânico de ordem genética, ocasionando o surgimento de uma mutação proporcionada devido alteração na estrutural de um gene, podendo ser: uma translocação, uma inversão ou uma delação de nucleotideos.


De modo geral é uma doença com desenvolvimento progressivo, afectando a capacidade funcional das células, tecidos e órgãos atingidos, podendo levar anos até que o tumor alcance a proporção de um nodulo considerável, ou tamanho relativo a 1cm3, coincidindo na maioria dos casos com a dimensão quando costuma ser identificado por meio de auto-exame.

PRINCIPAIS CAUSAS DO SURGIMENTO DE UM CÂNCER
  • Substancias químicas, por exemplo, conservantes alimenticios e defensivos agrícolas

  • Exposição demasia a radiação, por exemplo, ultravioleta

  • Causas virais, por exemplo, câncer no fígado motivado pelo vírus da hepatite B

  • Proporções de natureza hereditária associadas a condicionantes ambientais, por exemplo, stress, podendo ocasionar no aparecimento de câncer no pâncreas

  • Entre outros fatores como o estilismo e o tabagismo


Tuberculose Pulmonar




A Tuberculose Pulmonar é uma infecção causada por um microorganismo chamado Mycobacterium tuberculosis, também conhecido por bacilo de koch.

Esta doença costuma afetar os pulmões mas pode, também, ocorrer em outros órgãos do corpo, mesmo sem causar dano pulmonar, porém, como o bacilo de koch se reproduz e desenvolve rapidamente em áreas do corpo com muito oxigénio, o pulmão é o principal órgão atingido pela tuberculose.

Geralmente contraem-se a doença pelo ar contaminado, eliminado pelo individuo com a tuberculose nos pulmões.

Apesar de também atingir vários órgãos do corpo, a doença só é transmitida por quem estiver infectado com o bacilo nos pulmões.

A disseminação acontece pelo ar. O espirro de uma pessoa infectada joga no ar cerca de dois milhões de bacilos. Pela tosse, cerca de 3,5 mil partículas são liberadas.

Os bacilos da tuberculose jogados no ar permanecem em suspensão durante horas. Quem respira em um ambiente por onde passou um tuberculoso pode se infectar.

O individuo que entra em contato pela primeira vez com o bacilo de koch não tem, ainda, rasistencia natural. Mas adquire. Se o organismo não estiver delibitado, consegue matar o microorganismo antes que este se instale como doença. É, também, estabelecida a proteção contra futuras infecções pelo bacilo.


TUBERCULOSE PRIMÁRIA


Após um período de 15 dias, os bacilos passam a se multiplicar facilmente nos pulmões, pois ainda não há proteção natural do organismo contra a doença. Se o sistema de defesa não conseguir encurralar o bacilo, instala-se a tuberculose primária, caracterizada por nódulos nos pulmões. Se não houver tratamento adequado a doença vai avançar podendo ocasionar hemoptise, que são as chamadas cavernas tuberculosas, no pulmão, que costuma inflamar com frequência e sangrar.


SINTOMAS

  • Tosse crônica


  • Febre


  • Suor noturno


  • Dor no torax


  • Perda de peso lenta e progressiva


  • Falta de apetite, podendo até atingir a anorexia e adinamia

A prevenção contra a tuberculose é a vacina BCG, aplicado nos primeiros 30 dias de vida e capaz de proteger contra as formas mais graves da doença. Se houver a contaminação, o tratamento consiste basicamente na combinação de três medicamentos: rifampicina, isoniazida e pirazinamida. O tratamento dura em torno de seis meses. É fundamental não interromper o tratamento mesmo que os sintomas desapareçam.




Artrite Reumatóide






A Artrite Reumatóide é uma das doenças reumáticas mais graves.


A artrite é uma doença articular cronica, em que o sistema imunológico ataca o tecido que reveste e protege as articulações (membrana sinovial), causa inflamação e desencadeia um processo de erosão de cartilagens, ossos e ligamentos, que são destruídos com o tempo, daí que, quando não se consegue parar a inflamação, possam surgir deformações.


Trata-se de uma doença mais frequente nas mulheres do que nos homens, numa proporção de três para um, com dois picos de incidência. Um por volta da 4ª a 5ª décadas da vida e, depois, nas pessoas mais idosas, a partir de 65 anos, onde a prevalência continua a ser predominante nas mulheres, mas já em uma relação menor.


Essa doença é possível iniciar de forma subta ou mais lenta, a sentir dores e dificuldades de movimento. As mãos, pés, joelhos ou cotovelos ficam dolorido e inchados e o movimento torna-se, de fato, difícil. Quando isso acontece, podemos está perante uma das doenças reumáticas mais graves - a artrite reumatóide, que afeta mais de cinco milhões de pessoas, em todo o mundo.


Embora se desconheça as causas desta doença, existem múltiplos fatores associados aos indivíduos atingidos por artrite reumatóide. Os geneses, parecem determinar, inicialmente,quais são as pessoas cujo sistema imunológico é mais susceptível de ser atacado pela doença. Assim, fatores infecciosos, hormonais ou ambientais poderão contribuir para que um individuo que possua uma certa susceptibilidade, geneticamente determinada, possa vir a desenvolver esta patologia.

E depois, só felicidade!



Foi usado dois tipos de fármacos, Ponstan e Cefalexina. A 'paciente' curou-se em poucos dias. Ficando assim, feliz da vida após ter eliminado os sinais cardinais da inflamação: calor, dor, rubor e tumor.

sábado, 3 de outubro de 2009

QUIROPRAXIA


A Quiropraxia é uma profissão na área da saúde que se dedica ao tratamento de problemas do sistema músculo-esquelético. Através de técnicas de terapia manual, exercícios e orientação postural, os quiropraxistas procuram diminuir a dor e tensão, restaurando a movimentação normal, trata pricipalmente, dores na coluna vertebral, dores de cabeca, dores e tensão muscular e dores articulares.
Varias técnicas foram desenvolvidas para restaurar a movimentação livre e indolor:
Articulações: manipulação ou ajustamento articular e um movimento rápido e preciso, normalmente acompanhado por um estalido. Após o ajustamento observa-se diminuição da dor, relaxamento muscular e aumento da mobilidade.
Músculos: realiza-se uma delicada palpação para localizar e dissipar áreas de tensão muscular seguida pelo alongamento passivo dos músculos.
Postura: dores músculo-esqueléticas costumam causar alterações posturais. Nestes casos são utilizados métodos de tração suave de forma a auxiliar a recuperação de uma postura normal. Aplicação de compressas frias e quentes, ultrassom e eletroterapia tem um rápido efeito no alivio da dor sendo especialmente úteis para permitir o inicio da realização de exercicios.
Durante o tratamento sao oferecidas instruções sobre como manter uma postura e atividades adequadas para evitar novos episódios de dor, considerando-se o estilo de vida de cada pessoa. Inicialmente os pacientes são tratados uma a tres vezes por semana, com reducão da frequencia conforme a melhora dos sintomas. E comum tratamentos durarem entre um e quatro meses. Ao procurar um quiropraxista, certifique-se de que ele possua uma formacão compativel com os padrões preconizados internacionalmente.

Necrose.


A necrose é sempre um processo patológico e desordenado de morte celular (diferente da apoptose) causado por fatores que levam à lesão celular irreversível e conseqüente morte celular. Alguns exemplos destes fatores são hipóxia/isquemia, agentes químicos tóxicos ou agentes biológicos que causem dano direto ou desencadeiem resposta imunológica danosa, como fungos, bactérias e vírus. A necrose pode ser diferenciada em vários tipos, e cada um está associado a determinado tipo de agente lesivo e determinadas características teciduais após a necrose.



Essa imagem foi fotografada por Ingrid Medeiros, dona desta 'unha patológica'. Ingrid Medeiros é fotógrafa amadora, por enquanto, e colaboradora do Patologias e Movimentos.

PROGERIA: ENVELHECIMENTO PREMATURO

Progeria ou síndrome de Hutchinson-Gilford, é uma doença genética da infância extremamente rara, caracterizada pelo envelhecimento acelerado em cerca de sete vezes em relação à taxa normal.

Uma criança com progeria tem uma expectativa média de vida de 14 anos para as meninas e 16 para os meninos. A morte precoce é causada por aterosclerose.

Essa doença acomete 1 entre 8 milhões de recém nascidos e a inteligência dos bebês não é afetada.

As principais características são a perda de cabelo, perda de gordura subcutânea e osteólise; artrose; baixa estatura ou nanismo; cabelo rarefeito ou ausente; clavícula ausente ou anormal; dificuldades na alimentação no lactente; envelhecimento prematuro; erupção tardia dos dentes; face estreita; luxação do quadril; mobilidade articular diminuída; pele fina; pilosidade corporal reduzida; puberdade tardia; sobrancelhas ausentes/rarefeitas; unhas dos pés finas; fontanela grande; lábios finos; lóbulo do pavilhão auricular pequeno/hipoplásico e osteoporose.

LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO


O lúpus eritematoso sistêmico (LES ou lúpus) é uma doença autoimune do tecido conjutivo que pode afetar qualquer parte do corpo. Assim como ocorre em outras doenças autoimunes, o sistema imune ataca as próprias células e tecidos do corpo, resultando em inflamação e dano tecidual.

O LES lesa mais frequentemente o coração, articulações, pele, pulmões, vasos sanguíneos, fígado, rins e sistema nervoso. A evolução da doença é imprevisível, com períodos de doença alternando com remissões. A doença ocorre nove vezes mais frequentemente em mulheres do que em homens, especialmente entre as idades de 15 e 50 anos, sendo mais comum nas pessoas que não têm ascendência européia.

A SINDROME X FRÁGIL

A Síndrome do X Frágil é uma condição genética herdada, produzida pela presença de uma alteração molecular ou mesmo de uma quebra na cadeia do cromossomo X, no ponto denominado q27.3 ou q28, condição esta associada a problemas de conduta e de aprendizagem, bem como a diversos graus de deficiência mental.
A doença é muito mais freqüente em meninos que em meninas, talvez porque nos homens há apenas 1 cromossomo X, portanto, sendo este X defeituoso, não haveria outro X sadio para compensar como ocorre nas mulheres que têm 2 cromossomos desse tipo.
A alteração molecular fundamental desta síndrome se estabelece no gen denominado FMR1. A mutação consiste na repetição de uma seqüência de DNA em maior número que nos indivíduos normais, os quais apresentam de 6 a 54 copias. Nas pessoas apenas portadoras dessa anomalia cromossômica mas sem a doença clinicamente manifesta (normalmente mulheres), esta seqüência se repete de 55 a 230 vezes, e nas pessoas afetadas pela doença a amplificação aumenta até 4000 copias.
A mutação sendo completa, confere a este gen a ausência de seu produto proteico, o FMRP. Esta proteína está presente em muitos tecidos e, mais abundantemente, no citoplasma de neurônios. Ela é também de primordial importância para a conexão sináptica. É muito provável que a causa da deficiência mental produzida por essa doença seja conseqüente à carência dessa proteína na junção sináptica.

DREPANOCITOSE

A anemia falciforme, também chamada de drepanocitose ou siclemia é uma doença hematológica (do sangue) hereditária (genética) que causa destruição crônica das células vermelhas do sangue, episódios de intensa dor, susceptibilidade às infecções, lesões orgânicas e, em alguns casos, à morte precoce.

Pessoas com anemia falciforme herdaram genes para um tipo de hemoglobina (hemoglobina S). Este tipo de hemoglobina, quando submetida a quantidades baixas de oxigênio, se “cristaliza” e se deforma, tornando a hemácia rígida e com uma aparência de foice (daí o nome falciforme). As hemácias com o formato de foice não conseguem atravessar os vasos sanguíneos do corpo com facilidade. Ao contrário, elas entopem os vasos sanguíneos, bloqueiam o fluxo de sangue, e diminuem o suprimento de oxigênio aos tecidos e órgãos. Esta falta de oxigênio pode danificar os órgãos e membros do corpo, causando dor intensa em qualquer área afetada. Além disso, como as hemácias em foice tem uma duração menor (só 10 a 20 dias na circulação sangüínea), comparada com o período de vida de uma hemácia normal (120 dias), a anemia falciforme causa anemia crônica - níveis anormalmente baixos de hemácias.

A anemia falciforme é muito comum em pessoas da raça negra. Para se obter um caso completamente desenvolvido de anemia falciforme (homozigoto), um gene para a doença deve ser herdado de ambos os pais. Quando uma pessoa herda só um gene da anemia falciforme de um pai (heterozigoto), é dito que a pessoa tem um “traço” da doença ao invés de ter anemia falciforme verdadeira. As pessoas com “traços” de anemia falciforme normalmente não têm nenhum sintoma da doença, mas elas podem passar o gene para seus filhos.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

SÍNDROME DE RILEY-DAY

Se você já sonhou em nunca mais sentir nenhuma dor, cuidado com o que pede... As vítimas dessa doença não sentem dores, mas isso é um problemão. Elas ficam muito mais sujeitas a sofrer acidentes porque param de registrar qualquer aviso de dano nos tecidos do corpo, como cortes ou queimaduras. A doença é causada por uma mutação no gene IKBKAP do cromossomo 9 e foi descrita pela primeira vez pelos médicos Milton Riley e Richard Lawrence Day. Sem o aviso de perigo que a dor proporciona às pessoas comuns, a maioria dos doentes com a síndrome de Riley-Day tende a morrer jovem, antes dos 30 anos, por causa de ferimentos.

SÍNDROME DA REDUÇÃO GENITAL

Também conhecido como koro, esse distúrbio mental deixa a pessoa convencida de que seus genitais estão desaparecendo. A maioria dos casos até hoje foi relatada em países da Ásia ou da África, e em muitos deles a síndrome parece ter sido contagiosa! Um dos episódios mais estranhos ocorreu em Cingapura, em 1967, quando o serviço de saúde local registrou centenas de casos de homens que acreditavam que seu pênis estava sumindo. Um único caso da síndrome da redução genital foi registrado até hoje no Brasil, no Instituto de Psiquiatria da USP. Convencido de que seu pênis estava sumindo, o doente tentou se matar com duas facadas no abdômen!

MALDIÇÃO DE ONDINA

O nome bizarro é uma referência a Ondina, ninfa das águas na mitologia pagã européia. A doença, mais estranha ainda, faz com que as vítimas percam o controle da respiração.
Se não ficar atento, o sujeito simplesmente esquece de respirar e acaba sufocado! A síndrome foi descoberta há 30 anos e já existem cerca de 400 casos no mundo. Pesquisadores do hospital Enfants Malades, de Paris, acreditam que a doença esteja relacionada com um gene chamado THOX2B. O sistema nervoso central se descuida da respiração durante o sono e o doente precisa dormir com um ventilador no rosto para não ficar sem ar!

SINDROME DE WILLIAMS-BEUREN

A Síndrome de Williams também conhecida como síndrome Williams-Beuren é uma desordem genética que, talvez, por ser rara, freqüentemente não é diagnosticada. Sua transmissão não é genética.

Acometendo ambos os sexos, na maioria dos casos infantis (primeiro ano de vida), as crianças têm dificuldade de se alimentar, ficam irritadas facilmente e choram muito.

A síndrome de Williams é uma doença caracterizada por "face de gnomo ou fadinha”, nariz pequeno e empinado, cabelos encaracolados, lábios cheios, dentes pequenos e sorriso freqüente. Estas crianças normalmente têm problemas de coordenação e equilíbrio, apresentando um atraso psicomotor. Seu comportamento é sociável e comunicativo embora utilizem expressões faciais, contatos visuais e gestos em sua comunicação.

Embora comecem a falar tarde, por volta dos 18 meses, demonstram facilidade para aprender rimas e canções, demonstrando muita sensibilidade musical e concomitantemente boa memória auditiva.

Seu desenvolvimento motor é mais lento. Demoram a andar, e tem grande dificuldade em executar tarefas que necessitem de coordenação motora tais como: cortar papel, desenhar, andar de bicicleta, amarrar o sapato etc.

BOBATH

O Conceito Neuroevolutivo - Bobath é uma abordagem terapêutica que prioriza a solução de problemas. O conhecimento da Filosofia, Teoria e Princípios do Conceito Neuroevolutivo- Bobath, devem ser enfatizados e considerados em cada sessão de terapia.

O Conceito Neuroevolutivo – Bobath foi desenvolvido por Karel e Bertha Bobath em 1943, quando trabalhavam com pacientes adultos hemiplégicos e mais tarde usaram e aperfeiçoaram com crianças portadoras de Paralisia Cerebral. O tratamento baseado no conceito Neuroevolutivo passou por várias mudanças desde seu início, mas sua filosofia permanece a mesma. O que mudou foi sua teoria, já que a ciência mudou em várias áreas, ou seja, novas pesquisas levaram a mudar o nosso entendimento do funcionamento e da integração do SNC.

O conhecimento dos componentes do movimento normal, ou como a criança realiza as etapas do desenvolvimento motor grosseiro, é atualmente considerada uma parte importante da sessão de tratamento. O conhecimento mais profundo da integração da função biomecânica das articulações com o movimento motor grosseiro também se tornou muito importante.

O diagnóstico mais comum é a paralisia cerebral em crianças e os hemiplégicos adultos, porém, pode ser usado em qualquer paciente com disfunção motora. Pode ser usado em crianças com meningomielocele, distrofia muscular, hipotonia, traumatismo craniano, prematuros de alto risco ou adulto com hemiplegia, esclerose múltipla, traumatismo craniano, e em outras doenças ou trauma que produzem alterações do tônus muscular, distúrbio ou atraso do movimento. O conceito Neuroevolutivo usa equipamentos como rolos, bolas, bancos, porém, não são tão importantes como as técnicas de manuseios.

OS 10 MAIORES MITOS SOBRE CERVEJA!



1- Cerveja normal ou light - As cervejas light têm em geral entre 90 a 100 calorias, contra as menos de 200 calorias das convencionais. Um amante de cerveja diz que a diferença é a mesma entre comparar um McDonalds com um Restaurante 5 estrelas. Os que buscam uma vida mais saudável e estão acostumados com dietéticos e light, dizem que a diferença é imperceptível. Portanto, a menos que você beba 300 cervejas por semana, opte por uma cerveja boa e convencional, nada de light.
2- Quanto mais escura é a cerveja, mais álcool contém - Nem sempre. A cerveja Guinness, por exemplo, é preta, e tem 4,2% de álcool. A cor da cerveja vem do malte torrado, o que não representa nada no teor alcoólico. Já os demais componentes são responsáveis pelo álcool, mas não influenciam na cor.
3- A cerveja fica com o gosto ruim se esquentar e gelar novamente - pode acontecer caso a cerveja passe pelo processo de gelar/descongelar por muitas vezes. Mas muitas pessoas acreditam que o gosto fica esquisito quando se gela uma cerveja que já foi gelada e voltou à temperatura normal. A cerveja pode estragar com o ar, a luz e o tempo. A temperatura não estragará sua cerveja a menos que seja extrema.
4- As cervejas dos EUA têm menos álcool que as demais - Algumas pessoas notam uma diferença no rótulo, sobre o teor alcoólico das cervejas comercializadas nos EUA. Os americanos usam a média de álcool por peso, enquanto os demais países adotam o padrão de álcool por volume. Uma vez que a cerveja pesa menos que a água, as cervejas americanas apresentam números menores, mas não menos álcool.
5- A cerveja Guinness servida na Irlanda é melhor - O processo de fabricação da cerveja é de baixo custo, então porque essas marcas arriscariam sua reputação ao fabricar cerveja diferente para exportação? Não faz muito sentido, e não é verdade. Com raras excessões, a cerveja exportada é exatamente igual à local. A única diferença é o frescor devido ao tempo gasto na exportação.
6- A cerveja não deveria ser amarga - O amargo da cerveja vem de um componente (presente em todas cervejas) responsável pelos maltes doces e que age como conservante. Algumas cervejas têm mais (como a India Pale Ales) e outras têm menos, caso da Wheat Beer.
7- As melhores cervejas estão nas garrafas verdes - as garrafas escuras (em geral marrons) protegem muito mais a cerveja da luz do que as claras (verdes ou transparentes). O mito surgiu depois da Segunda Guerra Mundial, quando os europeus consumiam cervejas importadas que eram produzidas e envasilhadas em garrafas verdes devido à escassez local.
8- As cervejas da Tailândia contêm formaldeído - Acredita-se que as cervejas fabricadas em Singha contêm na fórmula formaldeído. A explicação mais aceitável é que as cervejas fabricadas em Singha contêm muito mais álcool e são muito mais amargas. Quando soldados americanos ou ingleses bebiam na Tailândia, ficavam bêbados com maior facilidade e muito mais rápido do que costumavam, além de sentirem um amargo muito mais intenso. A explicação sugerida é que continha formaldeído em sua fórmula. Loucura.
9- A cerveja Corona é urina mexicana - Durante a década de ‘80, surgiu um rumor de que trabalhadores da fábrica de cerveja Corona (bem popular nos EUA) estavam urinando nos tanques das cervejas destinadas aos EUA. Certamente seria, no mínimo, desagradável, se fosse verdade. Mas como todo mito, isso causou transtornos para a fábrica - sua popularidade foi diminuindo entre os consumidores de cerveja americanos e quem se beneficiou com isso foi a Heineken. Peraí, e onde a Heineken entra na história? Ela foi a responsável por espalhar o rumor (aconteceu um caso similar a este aqui no Brasil, envolvendo a Coca-Cola e a Dolly). O responsável da Heineken admitiu a concorrência desleal e a Corona teve sua popularidade em alta novamente. Mas esse rumor é espalhado até hoje por todo o país!
10- Mulheres não gostam de cerveja - Quem será que inventou isso?! Algumas mulheres bebem muito mais do que homens. Há milhares de casos em que a mulher agüenta beber muito mais do que o homem.

TINHA NEGRA PALMAR BILATERAL

Tinha negra é uma infecção micótica superficial, crônica, rara e assintomática causada pela Phaeoanellomyces werneckii, levedura preta da família Phaeococcomycetaceae. Localiza-se, de preferência, na região palmar esquerda. Ocorre com maior freqüência na raça branca e no sexo feminino, principalmente em crianças e jovens. As lesões encontram-se exclusivamente na camada córnea, podem ser únicas ou múltiplas, disseminam-se de modo centrífugolb, com descamação mínima, sem qualquer fenômeno inflamatório ou sintoma subjetivo. Sua tonalidade varia do marron claro ao negro. O envolvimento bilateral é raríssimo.

O mecanismo de infecção não é conhecido, no entanto, uma das hipóteses é que o fungo viva em plantas e infecte a palma das mãos ao penetrar na pele íntegra ou através de uma solução de continuidade. O fungo já foi isolado de várias plantas, solo, areia de praia e do ar. Casos familiares e de contaminação de pessoal médico, após manipulação laboratorial, têm sido descritos. O contágio interpessoal direto raramente tem sido descrito. A infecção experimental do homem foi obtida por Alexandre Cerqueira e em 1930 por Sartory Reitman e Mayer. O período de incubação geralmente varia de duas a sete semanas, embora em um caso possa ter sido de 20 anos.

MASTURBAÇÃO.



Um novo estudo aponta que homens com vida sexual ativa, entre seus 20 e 30 anos, têm maior probabilidade de desenvolver câncer de próstata – e as chances do desenvolvimento da doença aumentam se a masturbação for um ato freqüente. Sendo assim, os cientistas estão interessados nesse provável elo entre a anomalia das células e a vida sexual na juventude do paciente. A pesquisa foi feita da seguinte forma: dois grupos de homens com menos de 60 anos foram formados – os que tinham câncer de próstata diagnosticado e os que não apresentavam sinal da doença. Entre os doentes, 34% tinha o hábito de se masturbar enquanto estava na faixa dos vinte anos. Essa porcentagem, entre homens saudáveis, é 20%. Uma situação similar foi verificada na faixa etária dos 30 anos.

CURIOSIDADES!!!!!




Câncer de pele


Até mesmo as pessoas da raça negra não estão livres do câncer da pele. É verdade que a incidência da doença é muito menor dos que nas outras raças, deixando-os fora dos principais grupos de risco da doença, mas quando isso acontece seus tumores são mais graves, porque o diagnóstico normalmente é tardio. Embora em menor incidência, o câncer na pele negra, quando se desenvolve, nem sempre se deve à excessiva exposição solar, é plantar e seus tumores são mais graves.

As pessoas que possuem pele negra têm uma vantagem em relação às pessoas mais claras quanto à exposição aos raios ultravioletas do Sol. O motivo é a elevada quantidade de melanina na pele, que funciona como um filtro solar natural, aumentando a resistência cutânea para algumas doenças, principalmente o câncer de pele. Outra constatação dos especialistas é de que a pele negra também é mais firme e prorroga o aparecimento das rugas e marcas de expressão, condições que levam a retardar o envelhecimento.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O que é gota?


A gota é uma condição dolorosa que ocorre quando ácido úrico é depositado como cristais nas articulações e/ou tecidos moles. Nas articulações, os cristais de ácido úrico causam artrite inflamatória, a qual ocasiona inchaço intermitente, vermelhidão, calor, dor e rigidez. Em muitas pessoas, a gota afeta inicialmente as articulações do dedão do pé. Porém, muitas outras articulações e áreas ao redor delas podem também ser afetadas. Essas áreas incluem tornozelo, calcanhar, peito do pé, dedos, pulso e ombro. Depósitos de ácido úrico podem aparecer como massa abaixo da pele em volta das articulações, e da que recobre a orla da orelha. Cristais de ácido úrico também podem se acumular nos rins e causar cálculo renal.

Gota é responsável por aproximadamente 5% de todos os casos de artrite e pode progredir em quatro estágios:1. Hiperuricemia Assintomática. Nesse estágio a pessoa tem níveis elevados de ácido úrico no sangue (hiperuricemia), mas nenhum outro sintoma. Geralmente não é preciso tratamento.2 . Gota aguda. Nesse estágio a hiperuricemia causou o depósito de cristais de ácido úrico nos espaços das articulações. Isso ocasiona súbito ataque de dor intensa e inchaço nas articulações, as quais podem ficar quentes e bem sensíveis. Um ataque agudo geralmente ocorre de noite e pode ser engatilhado por eventos estressantes, álcool, drogas ou presença de outra doença. Os ataques de gota aguda geralmente somem depois de 3 a 10 dias, mesmo sem tratamento, e o próximo ataque pode não acontecer por meses ou até anos. Porém, como o tempo, os ataques de gota aguda podem durar mais e ocorrer mais freqüentemente.3. Gota intercrítica. Esse é o período entre os ataques agudos. Nesse estágio a pessoa não apresenta sintomas. 4. Gota tofácea crônica. Esse é o estágio mais incapacitante da gota. Ele geralmente se desenvolve durante um longo período, como 10 anos. Nesse estágio, a doença pode causar dano permanente às articulações afetadas e algumas vezes aos rins. Como tratamento apropriado, a maioria das pessoas com gota não progride até esse estágio.Causas da gotaExistem vários fatores de riscos associados às causas de elevação do ácido úrico e gota. Esses fatores incluem:* Genética. Em torno de 20% das pessoas com gota tem histórico familiar da doença.* Sexo e idade. A gota é mais comum em homens e adultos.* Peso. Estar acima do peso eleva o risco de desenvolver hiperuricemia e gota porque há mais tecido disponível para renovar e quebrar, o que pode ocasionar produção excessiva de ácido úrico.* Consumo de álcool. Beber muito álcool pode ocasionar elevação do ácido úrico porque ele interfere com a sua remoção do corpo.* Dieta. Comer muitos alimentos ricos em purinas pode causar ou agravar a gota em algumas pessoas.* Exposição ao chumbo. Em alguns casos, exposição ao chumbo no ambiente pode causar gota.Além dos fatores citados, outros problemas de saúde também podem estar entre as causas para gota. Insuficiência renal é uma causa comum de gota em idosos. Outros problemas de saúde que contribuem para elevação de ácido úrico no sangue incluem:* Pressão alta.* Hipotiroidismo.* Psoríase.* Anemia hemolítica.* Alguns tipos de câncer.* Síndromes de Kelley-Seegmiller e de Lesch-Nyhan, duas condições raras na quais a enzima que ajuda a controlar os níveis de ácido úrico está ausente ou em quantidade insuficiente.Alguns remédios e podem contribuir para o risco de elevação dos níveis de ácido úrico e gota, como:* Diuréticos, como furosemida (Lasix ®).* Remédios contendo salicilato, como aspirina.* Niacina, uma vitamina também conhecida como vitamina B3 ou ácido nicotínico.* Ciclosperina.* LevodopaDiagnóstico da gotaO diagnóstico da gota pode ser difícil, uma vez que os sintomas podem ser vagos e ela muitas vezes se assemelha a outras condições. Embora a maioria das pessoas com gota tenha hiperuricemia em algum tempo durante o curso da doença, ela pode não estar presente durante um ataque agudo. Adicionalmente, ter níveis elevados de ácido úrico não significa que a pessoa terá gota. Na realidade, a maioria das pessoas com níveis altos de ácido úrico não desenvolve gota.Para confirmar o diagnóstico de gota o médico pode inserir uma agulha na articulação inflamada e pegar uma amostra do fluido sinovial, a substância que lubrifica as articulações. Esse fluido é examinado no microscópio para procurar por cristais de ácido úrico. Porém, a ausência desses cristais de ácido úrico não elimina completamente a possibilidade de gota.O médico também pode procurar por cristais de ácido úrico ao redor das articulações para diagnosticar a gota. Os ataques de gota assemelham-se a infecções na articulação. Desta forma, se o médico suspeitar de infecção na articulação ao invés de gota, ele pode fazer cultura do fluido sinovial para verificar se bactérias estão presentes.Sintomas e sinais de gotaOs principais sinais e sintomas da gota são:* Altos níveis de ácido úrico no sangue.* Presença de cristais de ácido úrico no fluido sinovial.* Mais de um ataque agudo de artrite.* Artrite que desenvolve em um dia produzindo articulação inchada, vermelha e quente.* Ataque de artrite em somente uma articulação, geralmente no dedão do pé, tornozelo ou joelho.Tratamento para gotaCom o tratamento apropriado, a maioria das pessoas com gota é capaz de controlar seus sintomas. A gota pode ser tratada com uma terapia ou com combinação de terapias. O objetivo do tratamento é aliviar a dor associada a ataques agudos, prevenir futuros ataques, e prevenir a formação de gota tofácea e de pedras nos rins. O tratamento bem sucedido pode reduzir o desconforto causado pelos sintomas da gota, assim como diminuir os danos a longo prazo das articulações afetadas.Os tratamentos mais comuns para ataques agudos de gota são antiinflamatórios não-esteróides tomados oralmente, ou corticosteróides orais ou injetados na articulação afetada. Quando antiinflamatórios não-esteróides e corticosteróides não controlam os sintomas, o médico pode considerar o uso de colchicina. Para alguns pacientes, o médico pode receitar antiinflamatórios não-esteróides ou colchicina em pequenas doses diárias para prevenir ataques futuros. O médico também pode considerar a prescrição de remédios para tratar os níveis elevados de ácido úrico.O médico também pode recomendar limitar o consumo de álcool e uma dieta que evite ou limite os alimentos com muitas purinas. Ao paciente que está acima do peso pode ser recomendado que ele emagreça com dieta e exercícios físicos.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

POLIOMELITE


A poliomielite é uma doença causada por um enterovírus, denominado poliovírus (sorotipos 1, 2 e 3). É mais comum em crianças ("paralisia infantil"), mas também ocorre em adultos. A transmissão do poliovírus "selvagem" pode se dar de pessoa a pessoa através de contato fecal-oral, o que é crítico em situações onde as condições sanitárias e de higiene são inadequadas. Crianças de baixa idade, ainda sem hábitos de higiene desenvolvidos, estão particularmente sob risco. O poliovírus também pode ser disseminado por contaminação fecal de água e alimentos.

O modo de aquisição do poliovírus é oral, através de transmissão fecal-oral ou, raramente, oral-oral. A multiplicação inicial do poliovírus ocorre nos locais por onde penetra no organismo (garganta e intestinos). Em seguida dissemina-se pela corrente sangüínea e, então, infecta o sistema nervoso, onde a sua multiplicação pode ocasionar a destruição de células (neurônios motores), o que resulta em paralisia flácida.

Existem três padrões básicos de infecção pelo poliovírus: infecções subclínicas, doença não-paralítica e doença paralítica. A maioria das infecções (95%) são subclínicas, isto é, podem passar despercebidas. A forma maior de poliomielite afeta o sistema nervoso central (o cérebro e medula espinal) e é dividida em formas não-paralítica e paralítica. Ela pode ocorrer após a recuperação de uma infecção subclínica.

Uma pessoa que se infecta com o poliovírus pode ou não desenvolver a doença. Quando apresenta a doença, pode desenvolver paralisia flácida (permanente ou transitória), meningite ou, eventualmente, evoluir para o óbito. Desenvolvendo ou não sintomas o indivíduo infectado elimina o poliovírus nas fezes, o qual pode ser transmitido para outras pessoas por via oral. A transmissão do poliovírus ocorre mais freqüentemente a partir do indivíduo assintomático. A eliminação é mais intensa 7 a 10 dias antes do início das manifestações iniciais, mas o poliovírus pode continuar a ser eliminado durante 3 a 6 semanas. A poliomielite não tem tratamento específico.

SÍNDROME DO TÚNEL DO CARPO

A síndrome do túnel do carpo é conseqüência da compressão do nervo mediano, que passa pelo punho e inerva a palma da mão. Pode afetar uma ou ambas as mãos.

Várias são as causas de aumento das estruturas que passam pelo Túnel do Carpo. Algumas das causas que podem desencadear a doença são: trabalho manual com movimentos repetidos, pessoas que não fazem trabalhos manuais, tem associação com alterações hormonais como menopausa e gravidez (geralmente desaparece ao fim da gravidez); outras doenças associadas são diabetes mellitus, artrite reumatóide, doenças da tireóide e causas desconhecidas.

Sinais e sintomas são: dor ou dormência à noite nas mãos, principalmente após uso intensivo destas durante o dia. A dor pode ser intensa a ponto de acordar o paciente. Ocorre diminuição da sensação dos dedos, com exceção do dedo mínimo e sensação de sudorese nas mãos. A dor pode irradiar para o braço e até o ombro. Atividades que promovem a flexão do punho por longo período podem aumentar a dor. Pode ocorrer a perda da sensação dos dedos. Algumas pessoas podem apresentar até dificuldade na sensibilidade térmica.

DOENÇA DE PAGET DO OSSO


A doença de Paget é uma perturbação crônica do esqueleto na qual algumas zonas do osso crescem de modo anormal, aumentam de tamanho e tornam-se mais frágeis.

Esta perturbação pode afetar qualquer osso, embora com mais freqüência se apresente na pélvis, fêmur, crânio, tíbia, coluna vertebral, clavícula e osso da parte superior do braço (úmero).

Em condições normais, as células que destroem o osso velho (osteoclastos) e as que formam o novo (osteoblastos) trabalham em equilíbrio para manter a estrutura e a firmeza do osso. Na doença de Paget, os osteoclastos e os osteoblastos tornam-se hiperativos em algumas áreas do osso, aumentando de maneira significativa a rapidez de renovação do osso. As áreas hiperativas aumentam; contudo, a sua estrutura é anormal e, portanto, são mais frágeis que as áreas normais.

Embora a doença de Paget seja, com freqüência, hereditária, não se descobriu qualquer padrão genético específico. Algumas evidências sugerem que uma infecção viral pode estar envolvida; contudo, desconhece-se a origem da doença.

A doença de Paget é habitualmente assintomática. Contudo, podem aparecer sintomas, como rigidez das articulações e cansaço, que se desenvolvem de forma lenta e subtil. Pode manifestar-se como uma dor profunda, por vezes intensa, que piora à noite. O aumento dos ossos pode comprimir os nervos (aumentando desse modo a dor) e levar a uma deformação óssea. Em certas ocasiões, a doença de Paget provoca o desenvolvimento de uma artrose dolorosa nas articulações adjacentes.
Os sintomas variam em função dos ossos afetados.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Olhe, o botulismo se conserva em casa





O botulismo é uma intoxicação alimentar pouco comum e potencialmente letal causada pelas toxinas produzidas pela bactéria Clostridium botulinum. Essas toxinas são os venenos mais potentes que se conhece e podem produzir danos graves dos nervos e músculos, são chamadas de neurotoxinas elo fato de produzirem lesões nervosas.






Em condições ideais (presença de umidade e de nutrientes e ausência de oxigênio), os esporos começam a crescer e produzem uma toxina. Algumas toxinas produzidas pelo Clostridium botulinum são proteínas altamente tóxicas que resistem à destruição por parte das enzimas protetoras do intestino.Quando o alimento contaminado é consumido, a toxina penetra no organismo pelo sistema digestivo, causando o botulismo alimentar. As conservas caseiras são a fontes mais freqüente do botulismo.




Os sintomas manifestam - se comumente de 18 a 38 horas. Quanto maior for a quantidade de toxina que entra no organismo, mais precoce será a manifestação da doença.
Os primeiros sintomas comumente incluem a boca seca, a visão dupla, a ptose palpebral e a incapacidade de focar objetos próximos. As pupilas não contraem normalmente quando expostas à luz durante o exame oftalmológico, inclusive podendo não contrair em absoluto.



O indivíduo afetado apresenta dificuldade de fala e de deglutição. A dificuldade de deglutição pode levar à aspiração de alimentos e à pneumonia aspirativa. Os músculos dos membros superiores e inferiores e os respiratórios apresentam uma fraqueza progressiva. É essencial que o acondicionamento de alimentos (caseiros ou comerciais) seja adequado, assim como o aquecimento dos alimentos enlatados utilizados em casa antes de serem servidos. Os alimentos enlatados que apresentam qualquer evidência de deterioração podem ser letais e devem ser descartados.

O FISIOTERAPEUTA E O SUS

"O perfil do fisioterapeuta deverá contemplar os diferentes espaços do Sistema de Saúde: atender à crescente demanda de empregos nos serviços públicos provenientes da consolidação do SUS e mais recentemente no Programa de Saúde da Família e não apenas atuar na clínica privada e no trabalho com convênios e credenciamentos. Trabalhar no SUS não é uma redução e um empobrecimento dos objetivos educacionais mais “nobres”, como observamos na visão de alguns docentes e dirigentes de nossas instituições de ensino, que prevalece a idéia de que “formar fisioterapeutas para atuar no SUS” seria atender pessoas de baixa renda e enfrentar problemas estruturais diversos, além da suposta baixa credibilidade de um Sistema que estaria inexoravelmente condenado às insuficiências da esfera pública brasileira."


"Precisamos desencadear uma visão positiva, otimista do SUS, reconhecendo as dificuldades do Sistema, mas valorizando seus avanços e ideais. Assim se constrói uma visão integral do ser humano “alvo da ação” e não fragmentado em aparelhos e sistemas pelo modelo clínico."


Prof. Dr. Wander de Oliveira Villalba
Fisioterapeuta do Hospital das Clínicas da UNICAMPCoordenador do curso de Fisioterapia da UNIP/Campinas
Delegado Regional do CREFITO3 – Subsede Campinas
Membro da Diretoria da AFICAMPConselheiro Efetivo do Conselho Municipal de Saúde de Campinas

Água demais...

Tumefação celular é quando ocorre o aumento intracelular de água (hiperhidratação celular) por conseqüências de desequilíbrios no gradiente osmóstico à nível de membrana celular, e nos mecanismos de absorção e eliminação de água.
A tumefação celular pode ser classificada como Tumefação turva, que ocorre quando a distribuição de água é homogênea, sendo que é uma fase mais precoce, mais aguda, mais comum, menos grave e mais reversível.Ainda, ela pode ser classificada como globulosa, quando a água acumulada se dispõe em compartimentos no citoplasma (estágio mais avançada da tumefação turva).
As possíveis causas da tumefação celular são hipóxia, infecções bacterianas ou virais, hipernatremia, intoxicações exógenas e endógenas, etc.

HIPERTROFIA MUSCULAR



A hipertrofia muscular significa o crescimento dos músculos num indivíduo. Este crescimento é mais acentuado durante a puberdade, que é a altura de maiores crescimentos no ser humano. Quando termina a adolescência, termina também o crescimento muscular. Durante esta altura, a idade da criança e a alimentação que toma são fundamentais para determinar a velocidade da hipertrofia muscular.
Além dos factores biológicos do ser humano, a hipertrofia muscular pode ser forçada, através de esteroides e anabolizantes
, de treinos de musculação para hipertrofia e alguns tipos de exercícios de alta intensidade e curta duração, como a corrida de velocidade dos 100m. Já os exercícios de baixa intensidade e longa duração não causam a hipertrofia muscular.
Treino de musculação para hipertrofia
Existem treinos de musculação específicos para proporcionar a hipertrofia, que são constituídos por exercicios
de hipertrofia e séries de musculação
ligeiramente diferentes dos outros tipos de treino. Com as cargas proporcionadas aos músculos, ocorre o crescimento para que o corpo se adapte a estes novos esforços, sabendo porém que a hipertrofia muscular pode aumentar os músculos sem aumentar muito a força física.

Alimentação para hipertrofia
Como para qualquer crescimento muscular, o aumento da quantidade de proteinas ingeridas é fundamental para a hipertrofia. Se quiser conhecer mais acerca dos benefícios da proteína, veja uma dieta de proteinas. O princípio do aumento da carga sobre os músculos é o mais importante na hipertrofia, por isso os treinos devem ser a primeira coisa a analisar. Existem algumas teorias acerca dos planos de treinos específicos, mas geralmente considera-se que fazendo exercícios acima das 15 repetições representa pouco esforço para o músculo a trabalhar, não sendo por isso indicado para estimular o crescimento.

Quando acontece a hipertrofia

A hipertrofia muscular acontece devido a um micro trauma nas fibras musculares, devido ao esforço colocado nos músculos, obrigando o corpo a responder compensando com a substituição do tecido estragado e colocando mais tecido para que o risco de lesão seja mais reduzido no futuro. Daí a importância da carga progressiva, já que os músculos adaptam-se a pesos mais elevados e o atleta é obrigado a continuar a aumentar o peso ou diversificar os exercícios para não cria habituação.
Com a ajuda das proteínas, o corpo consegue restabelecer os tecidos musculares danificados.
A hipertrofia muscular é cada vez mais usada por praticantes de musculação mais avançados, para conseguirem melhores resultados em menos tempo. Mas como se viu, não existe nenhum exercício que seja feito sempre da mesma forma e que dê sempre resultados. O truque é a diversificação da carga sobre os músculos. O resultado é um
corpo perfeito.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

ÚLCERAS DE PRESSÃO EM PÉ DIABÉTICO

O diabetes mellitus (DM) é um dos problemas de saúde mais importantes da atualidade, por ser uma doença com elevada morbidade e mortalidade. É uma doença crônica e se caracteriza por uma variedade de complicações, entre as quais se destaca o pé diabético, considerado um problema grave e com conseqüências muitas vezes devastadoras diante dos resultados das ulcerações, que podem implicar em amputação de dedos, pés ou pernas. (Macedo et. al., 2001).

O pé diabético é uma das mais graves e onerosas complicações do DM e a amputação de uma extremidade inferior ou parte dela é geralmente conseqüência de uma úlcera no pé. (Secretária de Estado de Saúde do Distrito Federal, 2001).

O pé diabético é o conjunto de alterações ocorridas no pé do portador de DM, decorrentes de neuropatias, micro e macrovasculopatias e aumento da susceptibilidade a infecção, devido às alterações biomecânicas, que levam a deformidades. (Pace et. al., 2004).

O tratamento do pé diabético depende do grau de comprometimento do membro, considerando-se a presença e/ou gravidade de isquemia e/ou infecção. Comprometimento exclusivamente neuropático pode ser tratado com antibióticos e desbridamento. Nos casos de isquemia, a reperfusão é o objetivo. Casos mais graves podem exigir até mesmo a amputação. (Brkanitch et. al., 2002).

Conclui-se que, pé diabético é uma complicação comumente encontrada na prática clínica em pacientes que sofrem do Diabetes Mellitos, se tornando um importante desafio tanto para os profissionais médicos e os fisioterapeutas na tentativa da melhora de seus sintomas para proporcionar qualidade de vida para este tipo de paciente.