sexta-feira, 27 de novembro de 2009

DORT


Doenças Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) são um grupo de lesões que constituem doença ocupacional. Se caracteriza por sintomas dolorosos que acometem tendões, músculos, nervos, ligamentos e outras estruturas responsáveis pelos movimentos dos membros superiores, costas, região do pescoço, ombros e membros inferiores. Portanto, D.O.R.T é a sigla que define as lesões especialmente vinculadas ao trabalho.

A partir de 1980, as DORT tornaram-se as mais freqüentes causas de afastamento do trabalho no mundo.

Esse conjunto de doenças atinge as pessoas que desenvolvem atividades que requerem movimentos repetitivos dentro do trabalho. Outros fatores que contribuem para o aparecimento de DORT são:

• Mesas, cadeiras, máquinas, bancadas e equipamentos em desacordo com a estrutura do corpo humano ou que induzem a má postura;

• Maus hábitos posturais, que, mantidos por tempo prolongado, frequentemente resultam em anormalidades permanentes de postura;

• Falta de organização do trabalho, ausência de pausas para descanso, excesso de horas extras, inexistência de rodízio de tarefas e busca desenfreada por elevação da produtividade.

Apesar de se tratar de um problema ocupacional bastante sério, as D.O.R.T são doenças benignas e totalmente curáveis, quando diagnosticadas precocemente e tratadas rapidamente. Quanto mais cedo as DORT forem diagnosticadas e tratadas, maiores as chances de sucesso do tratamento.
RETIRADO: http://www.wgate.com.br/fisioweb/noticia/noticia_051205.htm

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

SÍNDROME DE REITER

Síndrome de Reiter, conhecida como artrite reativa, é uma doença que afeta as articulações provocando artrite assimétrica, isto é inflamação com aumento das articulações, principalmente nos membros inferiores (pernas).

Pode ser acompanhada de inflamação dos olhos (conjuntivite ou uveíte), inflamação da uretra (uretrite) ou do cérvix (cervicite), inflamação do intestino com diarreia aguda e acometimento da pele e mucosas (da boca e genitais).

A doença aparece em pessoas que são predispostas geneticamente. Entre 60 e 90% das pessoas com síndrome de Reiter apresentam o HLA B27 positivo que é um antígeno de histocompatibilidade humano presente nos cromossomas, que contêm o nosso material genético.

Em geral, a doença manifesta-se por inflamação das juntas (artrite) que aparece com maior frequência nos membros inferiores (joelhos, tornozelos e articulações sacro-ilíacas).


Pode, também, aparecer nas grandes articulações dos membros superiores como cotovelos, ombros e punhos. As artrites são na maioria das vezes monoarticular ou oligoarticular (até 4 articulações) e assimétricas, ou seja, que não acomete os dois lados do corpo ao mesmo tempo.

É comum a ocorrência de entesite, que é a inflamação da inserção dos tendões nos ossos, principalmente no tendão de Aquiles e fascia plantar (calcanhar).

SÍNDROME DE TOURETTE

A síndrome de Tourette é um distúrbio no qual tiques motores e vocais ocorrem freqüentemente ao longo do dia e duram pelo menos um ano. Freqüentemente, a síndrome de Tourette se inicia na infância, com tiques simples (espasmos musculares repetidos, involuntários e sem finalidade aparente) e evolui para episódios de movimentos complexos, incluindo tiques vocais e respiração espástica abrupta. Inicialmente, os tiques vocais podem ter a forma de grunhidos ou da emissão de um som similar a um latido, evoluindo rapidamente para a episódios compulsivos e involuntários de praguejamento.

A síndrome de Tourette é um distúrbio hereditário que apresenta uma prevalência três vezes maior nos homens que nas mulheres. A causa precisa não é conhecida, mas acreditase que se trate de uma anormalidade da dopamina ou de outros neurotransmissores cerebrais (substâncias utilizadas pelas células nervosas para comunicação).


Os tiques da síndrome de Tourette são mais complexos do que o simples piscar de olhos. Uma criança com síndrome de Tourette pode mover repetidamente a cabeça de um lado para outro, piscar os olhos, abrir a boca e estender o pescoço. Os tiques mais complexos incluem os socos e chutes, a emissão de grunhidos e zumbidos e a respiração ruidosa.

CORÉIA E ATETOSE

A coréia consiste em movimentos involuntários, breves, espasmóticos, como movimentos de dança, que começam em uma parte do corpo e passam a outra de forma brusca e inesperada e, freqüentemente, de modo contínuo. A atetose é o fluxo contínuo de movimentos lentos, sinuosos, de contorção, geralmente nas mãos e nos pés. A coréia e a atetose podem ocorrer simultaneamente (coreoatetose).

A coréia e a atetose não são doenças e sim sintomas que podem ser decorrentes de várias doenças muito distintas. Os indivíduos com coréia e atetose apresentam anormalidades nos gânglios basais do cérebro. A função dos gânglios basais é suavizar os movimentos grosseiros, que são iniciados por comandos provenientes do cérebro. Na maioria das formas de coréia, um excesso do neurotransmissor dopamina nos gânglios basais altera a sua função de ajuste fino. Os medicamentos e as doenças que alteram os níveis de dopamina ou a capacidade do cérebro de reconhecer a dopamina podem piorar a coréia. A doença que mais freqüentemente causa a coréia e a atetose é a doença de Huntington, mas trata-se de uma doença bem rara, afetando menos de 1 em cada 10.000 indivíduos. A doença de Sydenham (também chamada dança de São Vito ou coréia de Sydenham) é uma complicação de uma infecção infantil causada por certos estreptococos e pode durar vários meses. Algumas vezes, a coréia ocorre em indivíduos idosos sem qualquer razão aparente e afeta principalmente os músculos da boca e periorais. As mulheres também podem ser afetadas nos primeiros 3 meses de gestação, mas a coréia desaparece sem tratamento imediatamente após o parto.

CISTICERCOSE

A cisticercose é causada pela ingestão acidental dos ovos da Taenia solium: platelminto que tem, como hospedeiros intermediários, os suínos. Indivíduos com teníase, por possuírem em seu organismo a forma adulta da tênia, liberam ovos destes animais, juntamente com suas fezes, podendo contaminar a água ou mesmo alimentos ou mãos. Assim, ao se ingerir os ovos da T. solium, este parasita se encaminha do trato digestório à corrente sanguínea, e se aloja em órgãos como cérebro, olhos, coluna ou músculos.

A gravidade da doença depende muito da região infestada. Um cisticerco localizado no cérebro, por exemplo, pode causar dores de cabeça, convulsões, confusão mental e até morte sendo, obviamente, o caso clínico mais grave. Alojada na coluna e região muscular, causa dor e dificuldades de locomoção e na região ocular, distúrbios visuais e até cegueira.

O período de incubação da doença varia entre 15 dias a anos após a infecção, podendo também, nunca se manifestar. O tratamento varia de acordo com a localização dos cisticercos, período de contaminação e estado de saúde do paciente.

PARAPARÉSIA ESPÁSTICA TROPICAL


A paraparésia espástica tropical é uma infecção viral, lentamente progressiva, da espinhal medula que causa debilidade nas pernas. A infecção é causada pelo tipo I do vírus da leucemia de células T humana (HTLV-I). Este, um retrovírus, também pode causar um tipo de leucemia. A paraparésia espástica tropical pode transmitir-se por contacto sexual ou então pelo uso de agulhas contaminadas; também pode ocorrer de mãe para filho através da placenta ou pelo leite materno.

Os sintomas podem começar anos depois da infecção inicial. Na sua resposta à infecção pelo HTLV-I, o sistema imunitário lesa ocasionalmente o tecido nervoso, causando os sintomas. A debilidade e a rigidez muscular em ambas as pernas começa gradualmente e piora lentamente. É provável a perda parcial da sensibilidade nos pés.
Apesar de não existir cura para este processo, as pessoas tratadas com corticosteróides, que podem inibir a resposta imune, experimentam uma melhoria considerável. A plasmaférese também tem produzido melhorias temporárias.

OSTEOCONDROMATOSE SINOVIAL


A osteocondromatose sinovial, também designada condromatose sinovial, é uma proliferação monoarticular benigna da sinovial das articulações, bolsas ou tendões, com metaplasia cartilagínea. A proliferação do líquido sinovial produz pequenos nódulos que se desintegram e migram para a cavidade articular. Na cavidade articular, a metaplasia transforma os nódulos em corpos cartilagínosos que cerscem e sofrem necrose central. A porção necrótica calcifica-se e, eventualmente, ossifica em vários graus. Grandes articulações, tais como joelho, anca, cotovelo e ombro são as mais afetadas; no entanto, a doença pode envolver também outras articulações. Na realidade, qualquer superfície sinovial, incluindo as bolsas extra-articulares, pode ser afetada.

À medida que a doença progride, a articulação torna-se dolorosamente distendida, com vários corpos cartilaginosos, que podem rondar as centenas e podem resultar em sintomas mecânicos, tais como restrição de movimentos com eventual destruição da articulação e osteoartrite secundária.